Aves no Paraíso

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Criado em 1983, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos é a primeira Unidade de Conservação marinha do Brasil. Com uma área de 91.255 hectares, está localizado no sul do litoral da Bahia e abrange o Recife de Timbebas, o Parcel dos Abrolhos e o Arquipélago dos Abrolhos – composto pelas ilhas Redonda, Siriba, Sueste, Guarita e Santa Bárbara(esta última sob jurisdição da Marinha do Brasil). Embora Abrolhos seja procurada nesta época do ano principalmente para observação de baleias-jubarte (Megaptera novaengliae), são nestas ilhas que mais de 30 espécies de aves encontram espaço, no meio do oceano, para as mais diversas atividades de seu ciclo de vida. Continuar lendo

O dilema do macaco nu

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Em seu leito de morte, Pierre Boulle, autor de “O planeta dos macacos” (1963), proferiu as seguintes palavras: “Não se esqueçam de mim” (presente na belíssima edição de 2015 da Aleph). Hoje fica óbvio que não nos esquecemos, embora uma parcela considerável da população não conheça o autor do livro que deu origem ao homônimo sucesso do cinema. Após a leitura do livro, senti a necessidade de colaborar com o pedido do autor e escrever minhas impressões sobre sua obra.

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É possível conhecer a verdadeira natureza animal através de suas sombras?

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Sombras são estruturas intrigantes. Embora alguns digam que são inexistentes, podemos reconhecê-las quando, na ausência da luz, ocupam determinados espaços atrás de um objeto ou ser com uma fonte de luz à sua frente e nos permitem relacionar suas formas com aquilo que as produziram. Mas é só isso. São apenas produto de algo e não possuem autonomia ou expressão autêntica, como prisioneiras de uma condição imposta pela Física. Continuar lendo

Quanto vale uma espécie?

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Essa talvez seja uma das perguntas mais complexas para se responder e possivelmente não exista uma resposta tão precisa quanto desejamos. O processo de especiação — a formação de uma nova espécie — depende de inúmeros fatores, como os químico-físicos (temperatura, luz, umidade, etc.), biológicos (espécies competidoras, presas, predadoras, invasoras…), climáticos ou geológicos (terremotos, deriva continental). Isto sem falar nos eventos que podem chegar sem aviso, como aconteceu há 65 milhões de anos e produziu um dos maiores eventos de extinção do planeta.Foi possivelmente graças à um meteoro que a chamada Era dos Dinossauros deu lugar ao tempo que vivemos hoje: a Era dos Mamíferos, na qual somos atualmente uma das espécies mais significativas do ponto de vista do impacto ambiental global. Continuar lendo