É possível conhecer a verdadeira natureza animal através de suas sombras?

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Sombras são estruturas intrigantes. Embora alguns digam que são inexistentes, podemos reconhecê-las quando, na ausência da luz, ocupam determinados espaços atrás de um objeto ou ser com uma fonte de luz à sua frente e nos permitem relacionar suas formas com aquilo que as produziram. Mas é só isso. São apenas produto de algo e não possuem autonomia ou expressão autêntica, como prisioneiras de uma condição imposta pela Física. Continuar lendo

Quanto vale uma espécie?

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Essa talvez seja uma das perguntas mais complexas para se responder e possivelmente não exista uma resposta tão precisa quanto desejamos. O processo de especiação — a formação de uma nova espécie — depende de inúmeros fatores, como os químico-físicos (temperatura, luz, umidade, etc.), biológicos (espécies competidoras, presas, predadoras, invasoras…), climáticos ou geológicos (terremotos, deriva continental). Isto sem falar nos eventos que podem chegar sem aviso, como aconteceu há 65 milhões de anos e produziu um dos maiores eventos de extinção do planeta.Foi possivelmente graças à um meteoro que a chamada Era dos Dinossauros deu lugar ao tempo que vivemos hoje: a Era dos Mamíferos, na qual somos atualmente uma das espécies mais significativas do ponto de vista do impacto ambiental global. Continuar lendo

O que um “Homem que plantava árvores” pode ensinar sobre Resiliência, Silêncio e Tempo

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Boa parte das notícias ambientais publicadas atualmente referem-se ao cenário global tenebroso que temos hoje: impacto das mudanças climáticas, extinção de espécies, aumento do desmatamento ou o desastre causado pelo lixo no mar, eventos causados principalmente pelo aumento desenfreado da população humana nos últimos cem anos. Após a leitura dessas informações, a sensação de impotência torna-se latente, e surge o entendimento de que para ocorrer uma mudança de cenário é necessário um batalhão de seres humanos unidos em torno de um ideal. Mas gostaria de apresentar o ponto de vista oposto, através da reflexão da fábula “O homem que plantava árvores“, escrito por Jean Giono. Continuar lendo

Considerações sobre a humanidade através do olhar de um orangotango marxista e oprimido *

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Recentemente li uma história incrível, narrada por um orangotango darwinista-marxista e escrita por Marcelo Rubens Paiva. Durante sua jornada através do Departamento de Biologia de uma universidade e um pequeno e miserável zoológico no interior paulista, ele fez três considerações sobre e para nós, macacos nus: Continuar lendo